Somente a polícia cumprirá mandatos coletivos e o Exército, diz Ministro da Defesa

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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira que não haverá pedido de prisão coletivo por parte do governo, no Rio, durante a intervenção federal na Segurança do estado. Segundo ele, o pedido será de mandatos coletivos de busca e apreensão. Mais cedo, o ministro citou um mandato de “captura” coletivo no estado.
— Me referi anteriormente a mandado coletivo de captura. Na verdade, o mandado coletivo é de busca e apreensão. Este mandado de busca e apreensão é feito pelas polícias, não é feito pelas Forças Armadas e só é feito a partir de uma ordem judicial e acompanhado pelo Ministério Público — disse Jungmann, após se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Jungmann foi à Câmara dos Deputados acompanhar a votação do decreto de intervenção. O ministro da Defesa afirmou, ainda, que homens das Forças Armadas, agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança estão bloqueando todas as rodovias de acesso ao Rio de Janeiro e pontos considerados de alta incidência de roubo de carga. Segundo ele, esta ação conjunta já estava prevista e faz parte das operações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) instituídas em julho do ano passado.

(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

— Neste momento, no Rio de Janeiro, as Forças Armadas, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, estão bloqueando todas as rodovias de acesso ao Rio de Janeiro e todos aqueles pontos identificados de maior quantidade de roubo de carga. A operação vai varar a noite e continuar até o próximo dia — disse.
O ministro da Defesa também procurou explicar que a intervenção federal não se trata de uma intervenção militar e que a confusão ocorre porque o general Walter Braga Netto ocupa tanto a cadeira de interventor como a de comandante militar do Leste. Segundo Jungmann, os militares estão nas ruas do Rio de Janeiro por causa da GLO (Garantia da Lei e da Ordem), em vigor desde o ano passado. A intervenção, de acordo com o ministro, é político-administrativa e não implica necessariamente no uso das Forças Armadas.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que, ao decidir pela intervenção, o governo federal deve alocar recursos para garantir as ações.
Barata

— O Rio de Janeiro tem problemas de efetivo e de manutenção dos equipamentos de segurança. A cada ano, 20% da frota é reduzida por problemas de manutenção — lembrou Maia.
O presidente da Câmara disse ainda que será criado um observatório na Casa para acompanhar todas as ações no Rio de Janeiro.
— Algo inédito, como inédita é a intervenção em si — justificou.

Fonte: O Globo

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