Seap estuda implantação de projeto de fabricação de bolas sustentáveis

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) estuda a implantação de projeto de fabricação de bolas sustentáveis no Sistema Prisional do Amazonas. O modelo é desenvolvido com sucesso no sistema prisional do Ceará, mobilizando mais de 100 detentos de cinco unidades prisionais da região na fabricação de bolas esportivas nas modalidades de futebol de campo, futebol de salão, handebol, basquetebol e voleibol.
O secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar Cleitman Coelho, esteve reunido com o empresário Beto Mafra, na manhã desta sexta-feira (09/02), quando foi apresentado todo o projeto da produção de bolas para a Seap.

Foto: Diego Souza

As bolas são compostas de material látex, que corresponde a 77% da sua composição, e para os outros 23% são usados materiais naturais e reciclados. Para o secretário Cleitman Coelho, o projeto inova as ações de ressocialização e capacitação dos detentos, proporcionando uma atividade com finalidade econômica e sustentável.
“Verificamos que os resultados no Ceará têm proporcionado trabalho a população carcerária, possibilidade de inclusão social e incentiva técnicas de produções sustentáveis. O látex utilizado para a produção das bolas é exportado do Acre e de Magda, um município em São Paulo, maior produtor de látex do País”, explicou o secretário.

Foto: Diego Souza

No Ceará já foram doadas 25 mil bolas às escolas públicas estaduais e municipais. Nesse sistema, 90% da produção de bolas feitas pelos detentos vão para as escolas e os outros 10% são utilizados pelo próprio sistema prisional para o incentivo ao esporte nas unidades.
Cleitman Coelho ressalta que no Amazonas a meta é buscar parcerias não só com escolas, por meio das secretarias de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Municipal de Educação (Semed), mas também com a Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

O projeto Mãos Livres produz 200 bolas por mês (Foto: Carlos Gibaja e Max Marduque/Governo do Ceará)

Estudo – De acordo com o secretário, a ideia é traçar um planejamento das unidades que serão escolhidas quando o projeto for implantado no estado. Ele explica que o Amazonas possui bastante mão de obra no sistema e a iniciativa seria bem recebida nas unidades prisionais, especialmente nas masculinas. “Temos uma população carcerária masculina na capital de 6.100 presos. Vamos avaliar quais as unidades que estão preparadas para podermos capacitar esses detentos para a produção das bolas”.
O trabalho garante ao preso R$ 3 por bola e um dia a menos de pena a cada três de serviço (Foto: Adriano Paiva/Verminosos por Futebol)

No Ceará as unidades que receberam o projeto, que iniciou em dezembro de 2013, ficam nos municípios de Juazeiro do Norte, Pacatuba e Itaitinga.
Tipos de bolas produzidas – No total, o projeto capacita para a produção de 12 tipos diferentes de bolas destinadas ao esporte. Nas modalidades do futebol de campo, futebol de salão e handebol, são produzidas bolas infantis, mirins e adultas. No voleibol a confecção é para o público adulto e no basquete os presos produzem bolas femininas e adultas.

Fonte: Assessoria de Comunicação SEAP

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