Romena encontrada com filha após 10 anos presa em porão choca o mundo

0
516

Uma romena de 29 anos foi encontrada trancada, em um porão, sem água, luz elétrica ou sistema de esgoto. O caso aconteceu em Gizzeria, na Calábria, Itália. Ela estava acompanhada de uma filha de três anos, que foi gerada e concebida no mesmo local.
O capitão Pietro Tribuzio, comandante da Polícia Militar da cidade de Lamezia Terme, no sul do país, narrou o momento do resgate à BBC: “Quando os agentes entraram, a jovem estava sentada no chão, com uma criança no colo, completamente no escuro, em meio a excrementos, insetos e ratos. Uma situação macabra, difícil de descrever”.

A descoberta do cárcere
A situação foi revelada por acaso. O sequestrador, Aloisio Francesco Rosario Giordano, 52 anos, foi parado pela polícia por dirigir em alta velocidade. “Além das péssimas condições do automóvel, os policiais notaram uma criança dormindo no banco traseiro. A grande diferença de idade entre o homem e o menino de nove anos, que ele disse ser seu filho, o comportamento reticente e as respostas evasivas que fornecia suscitaram a suspeita dos agentes”, contou Tribuzio.

Ao levantarem a ficha criminal do suspeito, constaram que Giordano já havia sido condenado por sequestro e violência sexual. Foi um motivo para começar a seguir o homem, até sua residência.
A polícia chegou ao terreno e o sequestrador disse que a mulher e filha de três anos não estavam em casa. Porém, as autoridades pediram que ele abrisse a porta de um galpão que estava trancada com corrente e cadeado.
Ao abrirem a porta, os agentes descreveram o local como insalubre: com dezenas de objetos acumulados, resto de comidas, latas com excrementos e um colchão no chão, onde a mulher dormia com os seus filhos. Primeiramente, ela afirmou que viva dessa maneira de comum acordo com Giordano. Mas depois a vítima começou a relatar a violência que ela teria sido submetida.

Uma década
Os detalhes do período de cativeiro, revelados pela imprensa local, surpreendem pela crueldade do sequestrador.
Entre outras agressões físicas, a jovem contou ter recebido vários golpes na cabeça e cortes no órgão genital, e que os ferimentos eram costurados pelo homem com linhas de náilon, utilizadas para pesca.
A mulher teria dito ainda que os filhos também eram vítimas de agressões físicas, e que Giordano obrigava as crianças a insultar e a cuspir na própria mãe.

Como se conheceram
A romena recém-libertada do cativeiro chegou à Itália em maio de 2007, quando tinha 19 anos, em busca de trabalho e de uma vida melhor.
Meses depois teria sido contratada por Giordano para cuidar de sua mãe doente – mas a mulher era, na verdade, sua esposa.
Aos policiais, a jovem contou que o percurso entre as cidades de Lamezia Terme, onde vivia, e Falerna (onde Giordano morava com a mulher) foi a última viagem serena da sua vida.
“Sem saber, eu estava indo de encontro com aquilo que se revelou um inferno”, disse ela aos agentes.
Em sua defesa, o italiano afirmou que a jovem era livre para ir onde quisesse. Ele disse ainda que os dois se amam, mas que o relacionamento estava em crise.
“Ainda temos que aguardar o processo, mas os antecedentes criminais do homem, assim como as imagens da casa em total abandono, o extremo degrado em que a vítima e as crianças se encontravam, vivendo em meio a restos de comida e excrementos, e aquela porta fechada por fora dizem muito sobre o que ocorria lá dentro.”

(Com informações de BBC Brasil)

Comentários

comentários