Narcotraficante que matou delegado no Amazonas será julgado 13 de abril

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O narcotraficante João Pinto Carioca, mais conhecido como “João Branco”, deve ser julgado no dia 13 de abril, informou o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). O réu será julgado junto com Marcos Roberto Miranda da Silva, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré.
O grupo responde pelo assassinato do delegado Oscar Cardoso, ocorrido em março de 2014. Cardoso foi morto com 18 tiros, no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus.
O júri deve ocorrer após uma série de adiamentos, o mais recente em agosto de 2017. Na ocasião, João Branco se recusou a depor.

Entenda o caso


De acordo com o inquérito policial, contido nos autos, no dia 9 de março de 2014, por volta das 16h, no bairro de São Francisco, Zona Sul de Manaus, os acusados, de forma planejada, organizada e utilizando armas de fogo, teriam matado Oscar Cardoso Filho.
Segundo as investigações, o delegado Oscar Cardoso estava em uma banca de peixe quando um veículo parou no local. Os ocupantes, que seriam João Branco, Marcos Pará, Messias, Maresia e Marquinhos Eletricista, desceram e teriam efetuado vários disparos contra a vítima, sendo recolhidas no local do crime 22 cápsulas de pistola calibre 40 e 11 de pistola calibre 9 milímetros.
A operação para matar o delegado foi executada com apoio de um outro veículo, um Voyage preto, que seria dirigido por Diego Bruno de Souza Moldes. Após o crime, o primeiro veículo teria sido levado para o bairro do Mauazinho, zona Leste de Manaus, onde foi incendiado. Este carro teria sido cedido pelo empresário Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o Mário Tabatinga. A motivação para o crime seria vingança por um suposto estupro contra a companheira de João Branco.
Em princípio eram sete acusados da morte do delegado Oscar Cardoso Filho, porém, dois foram mortos no decorrer da instrução do processo: Marcos Sampaio de Oliveira, o Marquinhos Eletricista, e Adriano Freire Corrêa, conhecido com Maresia.
O narcotraficante João Branco e outros quatro réus serão julgados por homicídio triplamente qualificado. Cada um poderá ser condenado com pena que varia entre 12 e 30 anos de prisão.

Fonte: G1 Amazonas

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