Familiares de soldado morto em serviço não serão obrigados a pagar por celular e moto, decide PM

0
148

Manaus/AM – O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel David Brandão, revogou a portaria que determinava à família do soldado da PM Paulo Sérgio Portilho, assassinado em maio de 2017 em Manaus, o pagamento referente aos danos da motocicleta e celular da corporação utilizados pelo policial no dia do crime. A decisão foi publicada no Boletim Geral da Polícia Militar nesta quinta-feira (12).

Uma sindicância havia sido instaurada pela Polícia Militar a fim de apurar possível extravio de material da Fazenda Pública, a “promoção post mortem”, pensão especial e pagamento de indenização ao soldado Portilho. Nela, o encarregado da investigação concluiu que não há indícios de Crime de Natureza Militar ou Comum, porém houve “transgressão da disciplina militar”.
Com informações divulgadas pelo o Portal A Crítica, o soldado Portilho estava devidamente escalado no dia da própria morte e tinha sob sua responsabilidade uma motocicleta Yamaha/Lander, ano de 2009, cor preta de placa NOX-7719, e o telefone funcional de marca Samsung cor branca, que deviam ser utilizados apenas em razão de serviço. Portilho foi assassinado em uma invasão conhecida como Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, após ser reconhecido pelos bandidos da região.
De acordo com o documento que o Portal A Crítica teve acesso, além de revogar o pagamento por parte dos familiares, o coronel David Brandão determinou à Diretoria de Justiça e Disciplina que instaure Sindicância Regular para apurar as circunstâncias da morte de Portilho e demais consequências e que a Assessoria Jurídico-administrativo Institucional emita parecer sobre os direitos dele na promoção post morten, indenização por parte do Estado e Pensão Especial.

Comentários

comentários