Exame aponta que bala que matou menino na noite de Ano Novo em SP não saiu da arma do principal suspeito

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Foto: Divulgação30

Exame de confronto balístico realizado na tarde desta quinta-feira (4) pelo Instituto de Criminalística de São Paulo apontou que o projétil que atingiu na noite de Ano Novo o garoto Arthur Aparecido Silva, de 5 anos, não saiu da arma do homem apontado pela polícia como principal suspeito.

“Agora, no início da noite, nós recebemos a informação preliminar, do diretor do Instituto de Criminalística, que o exame preliminar deu negativo. Ou seja, o projetil que atingiu e matou o menino Arthur não saiu da arma que estava de posse, na noite de réveillon, com o suspeito. Com essa negativa desse exame, ele deixa de ser suspeito para a Polícia Civil”, disse o delegado Antônio Sucupira Neto, do 89 DP, responsável pelo caso.

O menino foi ferido por tiro de revólver calibre 38 na Zona Sul de São Paulo durante festa de réveillon. O disparo atingiu a parte superior da cabeça, e o garoto morreu na tarde de segunda-feira (1º).

Na terça-feira, um suspeito que teria efetuado de três a quatro disparos para o alto na noite de réveillon foi preso. O homem disse informalmente aos policiais que tem uma arma e que passou pelo local onde o garoto foi atingido e efetuado os disparos para celebrar a virada do ano.
O suspeito acabou liberado na madrugada de quarta-feira (3). A Justiça negou o pedido de prisão temporária feito pela polícia por entender que não havia elementos suficientes para manter o homem preso.

A arma do suspeito foi entregue à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (4) para exame de confronto balístico. A polícia chegou até o suspeito após uma pessoa ter denunciado que ele estava preocupado com as repercussões do caso menino Arthur, segundo informou o delegado responsável pelo caso, Antônio Sucupira Neto, do 89° Distrito Policial.

A Polícia quer solicitar ao Instituto de Criminalística uma perícia para que seja traçada a trajetória do projétil. O delegado também espera receber nesta sexta (5) imagens de uma câmera de segurança de um morador da rua.

“Estamos para receber umas imagens de uma câmera de segurança na rua. Levantamos na data de hoje que existe essa câmera, o morador estava viajando”, disse.

Histórico do caso
O menino brincava no quintal quando foi atingido por um tiro na madrugada de segunda-feira (1º). A vítima fazia bolinhas de sabão com outras crianças quando caiu no chão. Familiares notaram que ela tinha um sangramento na nuca e o levaram para o Hospital Family. Parentes de Arthur relataram dificuldades em conseguir vaga em hospitais públicos e privados da cidade, além de negligência no atendimento do Serviço Móvel de Urgência (Samu), da prefeitura.

A assessoria de imprensa do Hospital Family disse que o menino deu entrada no centro médico à 0h05 de segunda-feira (1°) desacordado. Ele passou por avaliação médica e exames e, antes de ser constatado o ferimento por arma de fogo, o hospital já tentava a transferência para uma unidade de saúde da rede pública com UTI pediátrica. O hospital também afirmou que quem acionou o Samu incialmente foi a família da criança.

O garoto acabou sendo internado no Hospital Geral de Pirajussara, do governo do estado, um dos que inicialmente, de acordo com os parentes, negou ter vaga. Quando conseguiram a vaga, tiveram dificuldade de encontrar uma ambulância para a transferência.
A primeira ambulância do Samu a prestar socorro não tinha UTI e foi dispensada. A segunda, que chegou ao Family às 6h, não tinha um médico na equipe. Profissionais do Family foram junto e conseguiram transferir o menino, que deu entrada no Hospital Pirajussara às 6h20.

 

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