Donald Trump recebe vítimas de ataques e aprova sugestão para armar professores treinados

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O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que o país será “muito forte” em checagens de antecedentes e acompanhamento de saúde mental após o ataque a uma escola na Flórida, durante um encontro com sobreviventes de massacres em escolas nesta quarta-feira (21), na Casa Branca.
Trump e seu vice-presidente, Mike Pence, receberam alunos, professores e parentes de vítimas da Marjory Stoneman Douglas, de Parkland, na Flórida, e também de Columbine, em 1999, e da Sandy Hook, em 2012.
Trump pediu sugestões sobre como lidar com o problema e um dos presentes falou sobre a opção de ter armas trancadas em locais seguros dentro das escolas, o que poderia reduzir o tempo de resposta em caso de ataques.

(Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

O presidente afirmou que a possibilidade de conceder o direito de pessoas altamente treinadas portarem armas em escolas, como professores ou diretores, é certamente uma ideia que será avaliada. “Vamos analisar isto com rigor. Muita gente será contra, mas muitos serão a favor. O bom é que haverá muita gente apoiando esta ideia”, disse.
Atualmente, escolas nos Estados Unidos são “gun free zones”, zonas em que é proibido portar armas, e para que isso fosse possível seria necessário alterar a legislação.
Brandon Thompson, professor de uma escola em Washington DC, ponderou, no entanto, que professores também estão sujeitos a instabilidades emocionais e podem usar uma arma inadequadamente, e por isso o ideal seria continuar não tendo armas dentro das escolas.
Ele citou o exemplo bem sucedido de sua unidade educacional, onde os alunos passam por detectores de metal e têm suas mochilas examinadas em aparelhos de raio-x na entrada. Segundo Thompson, alunos e funcionários garantem se sentir mais seguros desde que o procedimento foi adotado.

Mark Borden, que perdeu um filho de 5 anos no ataque à Sandy Hook, e cuja mulher é professora, afirmou que se ela estivesse ali, certamente diria que os professores já têm responsabilidades demais e não podem ser sobrecarregados com a de lidar com psicopatas e enfrentar alguém que está colocando a vida de pessoas em perigo.

Armas de guerra
Andrew Pollack, pai da jovem Meadow, de 18 anos, morta em Parkland, deu um emocionado depoimento, reclamando que passou por rigorosos controles no aeroporto e até mesmo no elevador para chegar à Casa Branca, enquanto sua filha morreu dentro de uma escola.
“Falo por ela, porque ela não está mais aqui. Vamos acabar com isso. Eu não vou parar enquanto não acabarmos com isso. Estou furioso. Deveria ter acontecido um único tiroteio em uma escola e deveríamos ter resolvido isso de uma vez”, afirmou.
Samuel Zeif, sobrevivente do ataque em Parkland, falou sobre os colegas que morreram e disse que queria se sentir seguro na escola e que não consegue ficar bem sabendo que outras pessoas ainda terão que passar pelo mesmo que ele passou.

) (Foto: Mandel Ngan/AFP)

“Fiz 18 anos um dia depois, acordei com a notícia de que meu melhor amigo estava morto e fiquei pensando em como pode ser tão fácil alguém entrar em uma loja e comprar uma arma de guerra, um AR-15”, disse, entre lágrimas.
Zeif citou então o caso da Austrália, que endureceu suas leis em relação às armas após um tiroteio em uma escola em 1999. “Vocês sabem quantos outros aconteceram desde então? Zero. Nenhum”, ressaltou.
Nicole Hockley, que perdeu um filho no ataque à escola Sandy Hook, há seis anos, também falou e se dirigiu diretamente ao presidente: “você não quer ser eu. Ninguém quer”. A experiência de pais de alunos de Columbine também foi expressa através de Darrell Scott, que perdeu a filha Rachel no massacre de 1999 e falou sobre programas que ajudam os sobreviventes a superar os traumas.
“Vocês passaram por uma dor extraordinária e não queremos que outros passem por isso também”, disse Trump, antes de oferecer o microfone a outros presentes para que compartilhassem mais histórias, afirmando que todos podem aprender a partir das experiências das pessoas que estavam na reunião.

Fonte: G1

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