Bolsonaro é anunciado como candidato à Presidência por aclamação, se emociona e diz ser “patinho feio” da eleição

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O deputado federal Jair Bolsonaro foi anunciado na tarde deste domingo (22), como candidato à Presidência da República pelo PSL. Emocionado, o parlamentar chorou durante convenção do partido realizada no Rio de Janeiro. Líder nas pesquisas de intenções de voto sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, ele foi indicado para liderar a sigla nas eleições 2018, em outubro, por aclamação.

Bolsonaro estrelou sem apoio fora de seu círculo político e familiar. A convenção do PSL confirmou o isolamento da candidatura do parlamentar. “Sou o patinho feio da eleição”, ressaltou. O deputado foi bastante aplaudido por cerca de 2 mil pessoas que estavam presentes no Centro de Convenções SulAmérica.

Durante o discurso, Bolsonaro alfinetou o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD): “Não sabe a diferença entre gravidez e lei da gravidade”. Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, também foi alvo da língua afiada de Bolsonaro: “Obrigado por ter reunido toda a escória da política brasileira”.

O candidato falou sobre a punição que sofreu por escrever artigo para a Veja quando era do Exército. “Errei”, disse. Em 1986, Bolsonaro publicou texto na revista criticando os baixos vencimentos dos militares. Em decorrência desse gesto, ele foi preso e, na época, sua punição provocou protestos de mulheres de oficiais da ativa.

O deputado ainda fez um histórico da carreira na corporação e repassou sua trajetória política desde que foi eleito vereador no Rio. “No quartel, tem disciplina, amor à pátria. No Congresso, não”, comparou.

Bolsonaro falou ainda sobre como pretende melhorar a composição do Congresso. “Ao longo dos últimos meses, contactamos 110 parlamentares que querem entrar nesse projeto de fazer política diferente. Vamos tirar fora os irrecuperáveis”, disse. Como esperado, o ex-capitão do Exército defendeu o porte de armas. “Mais do que defender nossa vida, defendo nossa liberdade”.

Apesar de largar na frente nas pesquisas, o presidenciável enfrentará o desafio de conseguir, sem partidos aliados e com um minúsculo tempo de propaganda eleitoral na TV, superar a polarização entre PSDB e PT que vem desde 1995. Bolsonaro trocou, em março deste ano, o PSC pelo PSL, legenda que hoje conta, além dele, com apenas outros sete deputados federais, entre eles o seu filho, Eduardo Bolsonaro (SP).

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