Uma mente perturbadora de uma adolescente de 12 anos que enganou psicólogos, policiais e até a própria família

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Ficamos tristes e chocados quando sabemos de crimes cometidos por crianças e adolescentes. Estamos mais acostumados saber desses fatos reais quando acontece fora do Brasil, Infelizmente, casos desse tipo estão surgindo com frequência no nosso país.

Elas são crianças, alguns adolescentes, todos no começo da vida, porém já com a mente perturbada para se envolver em atos cruéis e criminosos, seja de forma direta ou indireta. Uns falam que este comportamento é reflexo de bullying na escola, violência doméstica ou abuso dos próprios pais como também transtornos de personalidade ou nenhum motivo aparente.

Personagem do filme a orfã ( Esther ) interpretada pela atriz Isabelle Fuhrman

Aos 12 anos, a adolescente, cuja a identidade não foi revelada, criava uma história de terror na sua vida e na vida de Francimar Bezerra da Cruz, de 40 anos. Era manhã do dia 11 de outubro de 2017, a estudante teria sofrido um estupro por um homem enquanto ia para escola, no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul de Manaus. Após ter sido arrastada pelos cabelos, ela conta que ficou por mais de seis horas trancada no quarto de uma casa onde foi violentada por este homem, o Francimar. Depois de ter sofrido o suposto estupro, o homem teria a colocado em um carro e deixada pelo mesmo perto da sua casa.

Filme a orfã ( Esther ) momento em que a mesma mostra sua verdadeira face

Dia seguinte ao crime, após convencer os pais que teria sido abusada, eles resolvem procurar a polícia para registrar o fato. Chorando muito e apavorada, a adolescente relatava o ocorrido para a polícia de maneira também convincente e arquitetada que os policiais se sensibilizaram pelo fato. Conforme o relato da até então vítima, a menina foi submetida ao laudo pericial de estupro e coito anal onde foi comprovado que a adolescente de 12 anos teria tido relações sexuais levando assim, todos a acreditarem no suposto estupro. Pronto, estava tudo perfeito para a polícia atestar que a menina teria sido abusada e seu algoz precisava ser encontrado e preso imediatamente. Após a psicopata ter apontado a casa aleatoriamente para a casa do senhor Francimar, um cozinheiro simples e trabalhador, como o homem que teria lhe estuprado, o acusado era acordado durante a madrugada pela polícia e preso. Na delegacia, a menina continuava aos prantos, gritava e chorava muito.

Depois de ter visto o rosto do cozinheiro, ela confirma que ele era o homem que teria cometido o estupro e afirmando diversas vezes que estava assustada, demonstrando assim um trauma de estupro que realmente nunca aconteceu.

Francimar abalado diz que vai processar o Estado do Amazonas.

Policiais civis, Policiais militares, psicólogos, a delegada e a família acreditavam na menina pois da forma como ela agia e se expressava tão convincente para uma garota franzina de apenas 12 anos de idade. O laudo comprovava o ato sexual e ela reconhecia o suspeito. Ela era mais uma vítima!

Poucos dias depois da prisão do Francimar, algo curioso acontece. A menina abusada teria contado para uma colega que ela não tinha sofrido abuso e que nenhum estupro aconteceu e com iniciativa da família foi investigado a verdadeira historia do fato ocorrido. Ela não teria ido para a escola naquele dia como disse. A menina maquiavélica, teria conhecido um outro adolescente de 15 anos pela internet na rede social facebook e após se encontrem, pegaram um solicitaram pelo aplicativo Uber um motorista e foram para casa do rapaz juntos. Após horas de sexo praticado entre os dois, a menina precisava justificar para os pais o porque de ter chegado tarde em casa e explicar também os hematomas de chupão no pescoço e sua roupa rasgada. Foi quando ela, com sua mente maquiavélica, arquitetava o plano de acusar alguém de ter sido estuprada e ter ficado horas trancada em uma casa. Não durou muito tempo para que a família tivessem conhecimento da farsa criada pela filha. Assustados, os pais procuram a delegacia com a filha para que ela relata-se a verdade e de ter mentido porque queria de alguma forma justificar a demora de ter chegado em casa e não ter ido para a escola.

Momento em que o senhor Francimar foi detido (Foto: Divulgação)

AS VERDADEIRAS VITIMAS!
Após ter usado e ter comprometido o trabalho policial em uma investigação delicada para justificar apenas um ato imoral e irresponsável, a garota precisa ser punida conforme a legislação. Não só pela mentira contada, mas pela injustiça que praticou ao acusar um inocente de estupro e ter desgastado a imagem da polícia e também do poder judiciário que foram também uma das vítimas da mente diabólica e maquiavélica de apenas uma adolescente de 12 anos de idade que queria se divertir sexualmente com seu namorado que conheceu pela rede social Facebook. A impunidade não pode prevalecer e deixar que outras mentes diabólicas e perversas façam isso tanto com o nosso Estado como também com pessoas inocentes.

Texto e Reportagem: Rafael Simões

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