21 pessoas são presas envolvidas em esquema de furto de energia no AM

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Vinte e uma pessoas foram presas suspeitas de participar de uma quadrilha que atuava no furto de energia no Amazonas. A organização criminosa era formada por funcionários da Eletrobras e empresários de Manaus. Segundo a Polícia Civil, os prejuízos causados pelo esquema somam mais de R$ 30 milhões.

As diligências ocorreram em postos de atendimento da empresa Eletrobras e residências na capital. Além das 21 pessoas presas, foram apreendidos equipamentos, materiais elétricos, armas de fogo e R$ 6,7 mil em espécie. Os mandados foram expedidos pela juíza Andrea Jane Silva de Medeiros, da 5ª Vara Criminal.

Foram presos empresários, eletricistas, terceirizados, a supervisora de uma unidade da Eletrobras AM Energia em Manaus e atendentes da concessionária responderão por diversos crimes, incluindo organização criminosa, corrupção passiva, estelionato e inserção de dados falsos em sistema de informações

De acordo com o delegado Felipe Vasconcelos, as investigações em torno dessa ação foram iniciadas há cerca de 10 meses, quando a diretoria comercial da Eletrobras procurou a equipe da DECFS e relatou uma série de práticas ilegais, identificadas pelo sistema de controle da empresa, causando prejuízos significativos à concessionária de energia.

“Somente essas pessoas presas ao longo desta quinta-feira causaram, a partir desses desvios, prejuízos estimados em R$ 30 milhões à Eletrobras Amazonas Energia. Esse valor deve ser ainda muito maior, por isso as investigações vão continuar. As pessoas precisam ter a consciência de que furto de energia é crime e elas podem responder criminalmente pela prática ilegal”, advertiu o titular da DECFS.

As equipes policiais conseguiram identificar os desvios por meio da instalação de medidores adulterados, uma vez que esses funcionários envolvidos no esquema ilícito tinham acesso a alguns medidores, inclusive vários deles furtados de alguns residências, algumas delas desocupadas.

“Eles subtraíam esses medidores, levavam para alguns laboratórios, faziam a adulteração e reinstalavam em grandes unidades consumidoras, cobrando, pra isso, expressivos valores pelo serviço. Então essa unidade consumidora passava a pagar valores 90% inferiores aos que realmente deveriam pagar à concessionária. Identificamos os autores da adulteração e os indivíduos que faziam a instalação desses medidores. Em uma fase seguinte serão chamados os empresários que foram beneficiados com essa fraude”, complementou o diretor-adjunto do DRCO.

O titular da DECFS ressaltou que as investigações em torno de desvios à concessionária irão continuar com o intuito de identificar outros eventuais envolvidos nessa prática ilícita.

Fonte: G1

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